GUARDIÕES DA GALÁXIA – VOL. 2: CONTINUA A VOAR ALTO

Disclaimer: Vimos os Guradiões da Galáxia – Vol. 2 por cortesia do Cinema da Villa, em Cascais.

 

O primeiro Guardiões da Galáxia tinha sido muito bom. E, como sempre acontece, a expectativa de que a sequela conseguisse estar à altura do primeiro filme era grande.

Para quem não sabe do que falo, Guardiões da Galáxia – Vol. 2 (2017), escrito e realizado por James Gunn, é um filme de ficção científica que mistura humanos, texugos que falam, uma mini-árvore amorosa chamada Baby Groot e seres de várias cores. Literalmente de várias cores: verdes, azuis, dourados. E um Deus que é um planeta e uma pessoa. Confusos? Então fiquem a saber que, além disso, esta história se insere (ainda não sabemos bem como, apesar de começarmos a desconfiar) na mitologia dos filmes da Marvel que procuram as Infinity Stones e que culminarão com o duplo episódio Infinity War, prometidos para 2018 e 2019.

Guardiões da Galáxia – Vol. 2 garante duas horas e vinte (sim, os filmes estão cada vez mais compridos) de diversão. É um blockbuster bem conseguido: tem humor, espectacularidade e, imagine-se, um argumento que acrescenta valor à história. Começa logo após os acontecimentos do primeiro título da série (há um terceiro já garantido), em 2014. O grupo de salteadores agora conhecido como Guardiões da Galáxia – Peter Quill (Chris Pratt), Gamora (Zoe Saldana), Drax (Dave Bautista), Rocket (Bradley Cooper) e Baby Groot (Vin Diesel) – é contratado para recuperar valiosas baterias roubadas aos Soberanos, uma raça tecnologicamente avançada, mas um bocadinho convencida. As coisas correm mal e têm de fugir. Acabam por conhecer o pai há muito perdido de Peter Quill. É Ego (Kurt Russell), um Celestial, semi-Deus (quase) todo-poderoso que quer recuperar o tempo perdido com o seu filho. E, pelo caminho refazer… Bom, já perceberam que a história não fica por aqui, mas não quero exagerar nos spoilers.

Os Guardiões da Galáxia são a coisa mais parecida com o Star Wars que surgiu nas salas de cinema nos últimos 40 anos. Mistura piadas, naves espaciais aos tiros como se fossem diligências a fugir no Velho Oeste, reuniões de bandos mal-amanhados de vigaristas simpáticos e histórias de amizade e de família na mesma trama. A relação entre pais e filhos, particularmente entre Quill e Ego e entre Gamora e Thanos fazem lembrar os dramas da família Skywalker. Este segundo volume – como a Marvel lhe quis chamar – mantém o tom irreverente e cheio de acção do primeiro volume, mas não consegue manter-se à sua altura. Mas continua a ser um belo filme. E a banda sonora, por Deus… Que bela banda sonora!

As referências dos anos 80 – os walkmans ou David Hasselhoff, por exemplo – piscam o olho (“usei o esquerdo, outra vez?” – piada para quem já viu o filme) aos trintões já quase a entrar no clube dos quarenta, como eu. E, por falar nisso, parece que Stallone se vai juntar à lista de actores que integram o Marvel Cinematic Universe. Ainda faltará alguém?

Não resisto a semi-revelar um spoiler: todos pensávamos que Stan Lee (o pai da Marvel) tinha cameos avulsos ao longo de todos os filmes. Afinal, talvez não sejam assim tão avulsos e Lee poderá ser um dos Vigias (Watchers). Ou, pelo menos, um amigo deste grupo.

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